#DICA03 ASSEPSIA DE TANQUE

#DICA03 sobre assepsia de tanques!

Dentre outros pontos importantes para assepsia dos tanques, existem 4 parâmetros essenciais que precisam ser controlados. Podemos usar o ciclo de Sinner como referência:

🧪 Temperatura, tempo, ação química e ação mecânica. Esses parâmetros são complementares e compensatórios.

🧐 O ideal para um processo de assepsia eficaz seria com a utilização dos produtos químicos adequados ao tipo de superfície e tipo de sujidade e na concentração adequada, na temperatura adequada, durante o tempo suficiente para ação e com ação mecânica. Na redução de um desses, pode existir a ação compensatória por outro item de acordo com o ciclo de Sinner. Por exemplo, se não existir a possibilidade de disponibilizar um produto químico que deveria ser utilizado à quente, o tempo de contato desse produto pode ser aumentado a fim de compensar a condição ideal da temperatura do produto.

💡 Ponto importante em relação a concentração é que ela deve ser medida não só antes do início do processo, mas também no retorno. Pode haver diluição do produto por presença da água do enxágue na tubulação, diminuindo a eficiência do mesmo. Caso isso aconteça, deve ser realizada a dosagem do produto para correção da concentração. A solução deve ser recirculada no circuido e realizada uma nova análise de concentração.

🦠 Entender a natureza da sujidade é extremamente importante para definição da escolha dos químicos, consequentemente, da temperatura e tempo de ação.

⚠ Atenção nos dimensionamentos de bomba e sprayball adequados ao tanque e sem obstruções. Sempre ter atenção ao circuito, se existem muita perda de carga e pontos mortos. No caso dos tanques é importante observar não só a pressão do avanço da bomba, mas também a pressão que a solução chega no topo para entender se é suficiente para realizar uma boa assepsia.

🔍A inspeção do tanque é primordial. Ideal também fazer coleta de amostra para realização de análise microbiológica para checar efetividade da assepsia, bem como fazer a rastreabilidade de uma possível contaminação.

Já fez o check desses itens no seu processo? Conta pra gente!

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Chiara Rêgo Barros é Engenheira Química especialista em Gestão da Qualidade e Produtividade e em Biotecnologia e Bioprocessos, Cervejeira Profissional e Bier Sommelière. Com mais de 15 anos de experiência na área de Produção e Tecnologia Cervejeira, atua como Consultora Técnica para Microcervejarias e Professora no Instituto Ceres de Educação e Consultoria Cervejeira, além de ministrar aulas na Bräu Akademie.